sábado, 11 de fevereiro de 2012

E tudo o que eu vejo me lembra você


Muita gente fala que queria ter o amor, mas não tem. Eu não sei se concordo muito com elas. É tão difícil, tão pesado, tão mazorquista... Mesmo quando há alguma possibilidade de ser correspondido. Aquele "se", ou o "talvez", sabe? Eles acabam comigo. E aí eu te vejo, e meu coração dispara. Quem nunca sentiu o amor acha que isso é figura de linguagem, mas não é. Eu fico sem ação, minha coragem some. Até pra falar no Facebook eu preciso repetir "vamos lá, é necessário...", e quando é realmente necessário. Às vezes eu paro e penso: "e se ele pudesse ler minha mente? Ia ser mais fácil''. Mas isso não resolveria meus problemas. O problema não é falar "eu te amo", é a resposta. É o fato de ter que encará-lo todos os dias depois disso. Isso me sufoca. Então eu deixo tudo do jeito que está. Eu já tentei e tento me libertar desse sentimento, seria bem melhor pra mim... Mas é como tentar prender fumaça com as mãos. É uma coisa que, se curar, será com o tempo. Mas como? Como, se eu continuo te vendo quase todos os dias da minha vida? Se você está sempre lá, pra rir de tudo o que eu falo, pra me fazer rir também. Pra me fazer ter a certeza de que eu sou uma idiota por gostar de alguém tão bobo? Como, se eu continuo ouvindo as músicas da banda que você gosta? Se tudo que eu vejo da sua cor favorita me lembra você? Uma parte de você parece dormir na minha cabeça, e às vezes eu queria que ela sumisse. Mas eu conseguiria seguir em frente? Por que eu tenho que sentir isso tão cedo? É, essas perguntas me sufocam. E eu estou à procura das respostas, mas sei que nunca vou tê-las. Ou, se tiver, eu vou lutar muito pra que isso aconteça.

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